quinta-feira, 4 de abril de 2013

O estado do "Estado da Arte"

Com a viagem da  Professora Wlad Lima, as Professoras Luíza Monteiro e Mayrla Andrade ficaram no comando das orientações do Pré-Projeto. Todavia, a dificuçldade foi imensa em compreender o que é de fato Estado da Arte, pois havia uma confusão com referencial teórico. As aspas disso tudo é que só consegui entender de fato o que se trata o Estado da Arte quando a Professora Wlad Lima falou uma semana antes da apresentação do meu pré-projeto: "É um texto corrido!" A partir coloquei em prática os meus "devaneios" no processo rizomático e/ou cartográfico do meu objeto:
 
A princípio, meu objeto de pesquisa é contemplado com as indagações de Chianca (2007) que descreve a origem da Quadrilha e as influências que esta sofreu pela Europa e também pelo qual esta dança popular “[...]. Nobre e cortês na origem, [...] tornou-se uma dança e um espetáculo popularizado e reinventado [...]” (p.50) com a sua chegada ao Brasil. Se tratando da modernidade da Quadrilha, tenho como referência Leal (2011), retrata a busca pelo novo e o moderno no contexto coreográfico, do traje e as influências na globalização que ocasionam essa mudança.
A partir daí, mantenho uma lógica condizente a estrutura do meu objeto de pesquisa. Busco nos conceitos de Cultura Popular de Cascudo (1998) que ressalta a identidade de um povo baseada nas raízes permanentes da sociedade no qual a cultura está inserida. Ainda no contexto geral, dimensiono o conceito de Dança de Kaeppler (1998) para com meu objeto de pesquisa, pois a dança é uma “manifestação visual das relações sociais, ela poderia ser o objeto de estudo de um sistema estético elaborado [...]” (p.1).
Para um enriquecimento de contextos, conceitos, visões e reflexões apontei meus globos oculares de leitura para com os textos de Leal (2004), Nóbrega (2007), Silva (2004), Morigi (2002), Costa (2011), Castro (2009) e Trigueiro (2007) a fim de ter mais propriedade teórica no âmbito da cultura, dos festejos e das danças populares, uma vez que este direta ou indiretamente estão inter-relacionados com meu objeto, uma espécie de Rizoma, no qual Deleuze e Guatarri (1995) afirmam que:
[...]. Num rizoma [...], cada traço não remete necessariamente a um traço linguístico: cadeias semióticas de toda natureza são aí conectadas a modos de codificação muito diversos, cadeias biológicas, políticas, econômicas, etc., colocando em jogo não somente regimes de signos diferentes, mas também estatutos de estados de coisas (p.4).
Por fim, através da memória, busquei acontecimentos que foram relevantes no que diz respeito ao processo de criação, ou seja, as minhas contribuições enquanto brincante-coreógrafo e pesquisador para com a Quadrilha Mirim Encanto Junino de Cachoeira do Piriá, uma vez que a criação, os ensaios e produto final foram realizados no ano de 2009, tendo então, a memória, fotos e vídeos como meios de descrição do fenômeno. Neste contexto, inclui reflexões de Silva (2007) a respeito do processo de criação, no qual a mesma tem como referencial Cecília Salles e Fayga Ostrower, que tratam exatamente do processo de criação – de suas maneiras, evidentemente – de uma performance, por exemplo. Assim, faço dessa teia semiótica, a imagética principal que é o meu objeto de pesquisa, no qual o “eu” se insere ao “nós” para fins de um conjunto importante e prazeroso: a apresentação da Quadrilha na quadra junina.

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