Com a viagem da Professora Wlad Lima, as Professoras Luíza Monteiro e Mayrla Andrade ficaram no comando das orientações do Pré-Projeto. Todavia, a dificuçldade foi imensa em compreender o que é de fato Estado da Arte, pois havia uma confusão com referencial teórico. As aspas disso tudo é que só consegui entender de fato o que se trata o Estado da Arte quando a Professora Wlad Lima falou uma semana antes da apresentação do meu pré-projeto: "É um texto corrido!" A partir coloquei em prática os meus "devaneios" no processo rizomático e/ou cartográfico do meu objeto:
A
princípio, meu objeto de pesquisa é contemplado com as indagações de Chianca (2007)
que descreve a origem da Quadrilha e as influências que esta sofreu pela Europa
e também pelo qual esta dança popular “[...]. Nobre e cortês na origem, [...] tornou-se uma dança
e um espetáculo popularizado e reinventado [...]” (p.50) com a sua chegada ao
Brasil. Se tratando da modernidade da Quadrilha, tenho como referência Leal
(2011), retrata a busca pelo novo e o moderno no contexto coreográfico, do
traje e as influências na globalização que ocasionam essa mudança.
A partir daí,
mantenho uma lógica condizente a estrutura do meu objeto de pesquisa. Busco nos
conceitos de Cultura Popular de Cascudo (1998) que ressalta a identidade de um
povo baseada nas raízes permanentes da sociedade no qual a cultura está inserida.
Ainda no contexto geral, dimensiono o conceito de Dança de Kaeppler (1998) para
com meu objeto de pesquisa, pois a dança é uma “manifestação
visual das relações sociais, ela poderia ser o objeto de estudo de um sistema
estético elaborado [...]” (p.1).
Para
um enriquecimento de contextos, conceitos, visões e reflexões apontei meus
globos oculares de leitura para com os textos de Leal (2004), Nóbrega (2007),
Silva (2004), Morigi (2002), Costa (2011), Castro (2009) e Trigueiro (2007) a
fim de ter mais propriedade teórica no âmbito da cultura, dos festejos e das
danças populares, uma vez que este direta ou indiretamente estão inter-relacionados
com meu objeto, uma espécie de Rizoma, no qual Deleuze e Guatarri (1995)
afirmam que:
[...].
Num rizoma [...], cada traço não remete necessariamente a um traço linguístico:
cadeias semióticas de toda natureza são aí conectadas a modos de codificação
muito diversos, cadeias biológicas, políticas, econômicas, etc., colocando em
jogo não somente regimes de signos diferentes, mas também estatutos de estados
de coisas (p.4).
Por
fim, através da memória, busquei acontecimentos que foram relevantes no que diz
respeito ao processo de criação, ou seja, as minhas contribuições enquanto
brincante-coreógrafo e pesquisador para com a Quadrilha Mirim Encanto Junino de
Cachoeira do Piriá, uma vez que a criação, os ensaios e produto final foram
realizados no ano de 2009, tendo então, a memória, fotos e vídeos como meios de
descrição do fenômeno. Neste contexto, inclui reflexões de Silva (2007) a
respeito do processo de criação, no qual a mesma tem como referencial Cecília
Salles e Fayga Ostrower, que tratam exatamente do processo de criação – de suas
maneiras, evidentemente – de uma performance, por exemplo. Assim, faço dessa
teia semiótica, a imagética principal que é o meu objeto de pesquisa, no qual o
“eu” se insere ao “nós” para fins de um conjunto importante e prazeroso: a
apresentação da Quadrilha na quadra junina.
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