quinta-feira, 4 de abril de 2013

Momento da Justificativa.... O Pessoal, Acadêmico e Social

A minha Justificativa é bem direta com alguns toques poéticos e filosóficos - que para mim foi uma honrar ouvir isto da Professora Luíza Monteiro!

Minha relação com as danças populares começou aos seis anos de idade.  A minha paixão intensa, impregnada me faz perceber o quão significativo é a quadrilha pra comigo, pois minha história de vida se confunde com todas as trajetórias “quadrilhescas” que estão em mim, perpassam por cada parte das entrelinhas do corpo. O início de tudo: 2000. Foi ali que comecei a dimensionar os meus olhares para os lados artísticos, históricos que permeiam este universo que é tão contemplativo, agregador e diverso como é a Quadrilha.

Várias monografias, dissertações retratam a transformação, o tradicional, o moderno, as influências sociais, políticas e econômicas inseridas ao universo “quadrilhesco”. Entretanto, sinto a necessidade de um trabalho acadêmico que contemple as contribuições do brincante que é simultaneamente pesquisador, costureiro, coreógrafo, estilista tendo propriedade artística ao contexto geral da quadrilha e faz este espetáculo cênico acontecer, uma vez que o brincante-coreógrafo perpassa por processos criativos intensivos, árduos, tendo um produto final contemplativo, a aclamação, o aplauso.

Desta forma, a figura do brincante-coreográfico tem a oportunidade de ser reconhecido, contemplado e incentivado pelas esferas artística-sociais e populares, uma vez que se conhece o “nome” de quem faz o delírio, a nuance acontecer, porém não se conhece a fundo seus processos de criação que são distintos e ao mesmo tempo peculiares, ou seja, o pensar/agir/acontecer é de suma importância no sentido de incluir brincantes para fins de despertar as vivências empíricas na criação coreográfica, no corte e costura, na pesquisa histórica, na confecção de adereços cênicos com caráter profissional popular.

 

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